Para que serve a espirometria no trabalho
A espirometria é o exame que mede quanto ar a pessoa consegue colocar para dentro e para fora dos pulmões e com que velocidade. No contexto ocupacional, ela é indicada pelo PCMSO para colaboradores expostos a poeiras, fumos, gases ou produtos químicos que podem afetar o sistema respiratório. Costuma ser feita na admissão e repetida periodicamente, conforme o programa da empresa.
O exame é feito com um bocal ligado a um aparelho. Depois de encher bem o peito, a pessoa sopra com toda a força e pelo maior tempo possível, seguindo o comando do profissional. Às vezes o médico pede uma nova medida depois de um remédio broncodilatador.
Quem costuma ter a espirometria no PCMSO
| Ambiente | Exemplos de exposição |
|---|---|
| Construção civil e mineração | Poeira de cimento, sílica, areia e pedra |
| Metalúrgicas e serralherias | Fumos de solda, poeiras metálicas |
| Marcenarias e moveleiras | Pó de madeira, vernizes e colas |
| Pintura e funilaria | Névoas de tinta, solventes |
| Agro e armazéns de grãos | Poeira orgânica, agrotóxicos |
| Uso de respirador no trabalho | Avaliação da capacidade respiratória para usar o equipamento |
Quem usa máscaras e respiradores com frequência normalmente faz parte de um programa de proteção respiratória, e a espirometria ajuda a confirmar se a pessoa tem condições de trabalhar com o equipamento.
O que o resultado mostra?
Os números são comparados com valores de referência para pessoas da mesma idade, sexo e altura. A partir disso, o médico identifica se a função está normal ou se há um padrão que sugere obstrução, como na asma e na bronquite, ou restrição, quando os pulmões não conseguem se expandir bem.
Mais importante que um exame isolado é a comparação ao longo do tempo. Uma queda pequena e contínua de um ano para outro, em várias pessoas do mesmo setor, pode indicar que a proteção não está funcionando. Por isso o exame de admissão é tão valioso: ele é o ponto de partida.
Erro comum: fazer a espirometria só quando o colaborador começa a reclamar de falta de ar. Nessa hora, a comparação com o histórico é o que permite entender o que aconteceu. Sem os exames anteriores, fica muito mais difícil saber se a alteração tem relação com o trabalho.
Preparo para o exame
- Vestir roupa confortável, que não aperte o peito ou a barriga
- Evitar refeição pesada pouco antes do exame
- Informar remédios para asma ou bronquite em uso
- Avisar sobre gripe, cirurgia recente ou outro problema de saúde
- Seguir as orientações sobre cigarro e esforço passadas no agendamento
Espirometria e raio-X: qual a diferença?
A espirometria mede a função, ou seja, como o pulmão trabalha. O raio-X de tórax padrão OIT mostra a imagem, procurando alterações típicas de poeiras. Em muitas funções com poeira mineral, o PCMSO pede os dois, porque um completa o outro.
Passo a passo do exame
Entrevista rápida
O profissional confirma idade, altura, peso, hábito de fumar e sintomas respiratórios, informações necessárias para o cálculo dos valores de referência.
Orientação e treino
Antes de começar, a pessoa entende como deve respirar e soprar. Um clipe no nariz garante que o ar saia só pela boca.
Manobras
São feitas algumas tentativas, com intervalos para descanso, até conseguir medidas consistentes.
Análise
O resultado segue para o médico do trabalho, que o interpreta junto com o exame clínico e a exposição da função.
Espirometria com a MT2
Fazemos a espirometria no mesmo atendimento dos exames ocupacionais sempre que o PCMSO prevê, e o resultado é analisado pelo médico do trabalho junto com o exame clínico. Assim, o RH recebe um ASO coerente com os riscos da função e um histórico respiratório organizado para cada colaborador.