O que é a AEP
A AEP (Avaliação Ergonômica Preliminar) é a avaliação prevista na NR-17 para identificar, de forma simples e direta, os fatores de risco ergonômico de cada posto de trabalho: postura, esforço, repetição, mobiliário, ritmo e organização das tarefas. Ela faz parte do gerenciamento de riscos da NR-1 e serve para decidir onde agir primeiro. A empresa precisa dela para compor o PGR e para saber se algum posto exige uma análise mais profunda, a AET.
Sinais de que a ergonomia precisa de atenção
- Queixas frequentes de dor nas costas, ombros, punhos ou pescoço
- Atestados recorrentes no mesmo setor ou na mesma função
- Postos adaptados "no improviso", com caixas, calços ou almofadas
- Tarefas com levantamento de peso, movimentos repetidos ou longos períodos em pé
- Mudança de layout, nova linha de produção ou troca de mobiliário
- Ritmo ditado por metas apertadas ou por máquina, sem espaço para pausas
O que a AEP avalia
A avaliação vai além do móvel. Olhamos para o conjunto do trabalho, porque a dor costuma ter mais de uma causa:
Posto e mobiliário
Altura de bancadas e telas, alcance de ferramentas, espaço para pernas, assento e apoio.
Esforço físico
Levantamento e transporte de cargas, empurrar e puxar, força nas mãos e posturas mantidas.
Organização do trabalho
Ritmo, pausas, metas, jornada, rodízio de tarefas e conteúdo da atividade.
Condições do ambiente
Iluminação, ruído e conforto térmico percebidos no posto, com indicação de medição quando necessário.
Quando a percepção de conforto não basta, recomendamos as medições do laudo de agentes físicos e conforto ambiental.
Passo a passo da avaliação
Mapa dos postos
Com a lista de funções e setores, definimos quais postos serão avaliados e quais podem ser agrupados por semelhança.
Observação da tarefa
Acompanhamos o trabalho em andamento, registramos posturas, movimentos e a forma como a tarefa é realmente feita.
Escuta dos trabalhadores
Perguntamos sobre dificuldades, desconfortos e adaptações que já fazem por conta própria.
Classificação dos riscos
Usamos ferramentas reconhecidas de avaliação ergonômica para priorizar o que precisa de ação imediata.
Relatório e plano de ação
Entregamos os achados por posto, as recomendações e a indicação de onde é necessária AET.
Erro comum: tratar a AEP como formulário padrão, igual para todas as funções, preenchido sem visitar os postos. O documento perde valor técnico e não ajuda a reduzir afastamentos. A avaliação precisa refletir a rotina real de cada setor.
AEP ou AET: qual a sua empresa precisa?
A AEP vem primeiro e cobre todos os postos. A AET – Análise Ergonômica do Trabalho é um estudo mais aprofundado, feito quando a AEP não basta para entender o problema, quando o acompanhamento de saúde aponta relação entre adoecimento e trabalho, quando as medidas adotadas não funcionaram ou quando outra norma exige. Pequenas empresas podem ter tratamento diferenciado conforme a NR-1 e a NR-17 vigentes; avaliamos cada caso. Para comparar os dois com mais detalhes, leia AEP ou AET: qual fazer.
Como a AEP conversa com os outros programas
Os riscos ergonômicos identificados entram no inventário de riscos do PGR, e as medidas de controle passam a fazer parte do plano de ação. O médico do trabalho também usa essas informações no PCMSO, para acompanhar a saúde de quem está nos postos mais exigentes. Assim, a ergonomia deixa de ser um documento isolado e passa a orientar decisões de compra, de layout e de organização das equipes.
A AEP também deve ser revista sempre que houver mudança relevante: novo mobiliário, nova linha, reorganização de turnos ou aumento de queixas em um setor. Mantê-la viva é o que a torna útil.
O que a MT2 faz por você
Avaliamos os postos com visita presencial, ouvimos os trabalhadores e entregamos recomendações práticas, organizadas por prioridade. Quando a empresa também mantém o PGR e o PCMSO conosco, os achados da ergonomia já entram nos programas, sem retrabalho para o RH.