O que é o EEG ocupacional e quando ele é pedido
O eletroencefalograma ocupacional é o exame que registra a atividade elétrica do cérebro por meio de eletrodos colocados no couro cabeludo. Ele é indicado pelo PCMSO ou pelo médico do trabalho em funções nas quais uma crise convulsiva ou uma perda súbita de consciência traria risco grave, como trabalho em altura, com eletricidade, em espaço confinado ou na operação de máquinas. Também pode ser pedido quando a história clínica levanta alguma suspeita.
Não é um exame de rotina para todos os colaboradores. Ele faz sentido quando existe uma combinação entre o risco da atividade e a necessidade de investigar algo específico.
Funções em que o EEG costuma aparecer no PCMSO
- Trabalho em altura, como montagem de estruturas, telhados e andaimes
- Eletricistas que atuam em instalações energizadas
- Entrada em espaço confinado, como tanques, silos e galerias
- Operadores de ponte rolante, guindaste e máquinas de grande porte
- Motoristas e operadores de empilhadeira, conforme o critério médico
Nessas funções, o EEG costuma andar junto com o eletrocardiograma e com outros exames que avaliam a capacidade de trabalhar com segurança.
Como o exame é feito?
Preparação
Os eletrodos são posicionados no couro cabeludo com um gel ou pasta condutora. A pessoa fica sentada ou deitada, em ambiente tranquilo.
Registro em repouso
Com os olhos fechados e relaxada, ela permanece parada enquanto o aparelho grava a atividade cerebral.
Provas de ativação
O profissional pode pedir para abrir e fechar os olhos, respirar mais rápido ou olhar para uma luz intermitente, conforme o protocolo indicado.
Laudo e avaliação
O traçado é analisado e o resultado segue para o médico do trabalho, que o considera na conclusão do exame ocupacional.
Preparo: o cabelo faz diferença
Para os eletrodos captarem bem o sinal, o couro cabeludo precisa estar limpo. As orientações completas de preparo são passadas no agendamento, mas alguns cuidados são comuns:
- Lavar o cabelo e não usar creme, gel, óleo ou spray no dia
- Evitar tranças, apliques ou penteados que dificultem o acesso ao couro cabeludo
- Não suspender remédios por conta própria; informe todos na entrevista
- Levar exames neurológicos anteriores, se houver
Erro comum: o colaborador tem um histórico de desmaio ou crise e não conta, achando que o EEG "vai descobrir sozinho". O exame pode sair normal mesmo em quem já teve crises. A informação dada na entrevista é decisiva para o médico avaliar a segurança na função.
Resultado alterado: o que acontece
| Resultado | Encaminhamento usual |
|---|---|
| Sem alterações relevantes | Considerado junto com o exame clínico para a conclusão |
| Alteração inespecífica | O médico avalia o contexto e pode pedir complementação |
| Alteração sugestiva de risco | Encaminhamento a neurologista e reavaliação da aptidão para a função |
Uma alteração no exame não significa demissão nem afastamento automático. Muitas vezes, o resultado leva a um acompanhamento ou a uma adaptação da atividade.
Por que o EEG não é pedido para todo mundo
Exames ocupacionais precisam ter relação com os riscos da função. Pedir EEG para toda a equipe, sem justificativa técnica, não aumenta a segurança e pode gerar questionamentos sobre exames desnecessários. O caminho certo é o PCMSO definir, com base no inventário de riscos do PGR, quais funções realmente exigem essa avaliação.
Para o RH, isso também simplifica a rotina: cada cargo tem sua lista de exames, e ninguém precisa decidir na hora o que pedir.
EEG ocupacional com a MT2
Organizamos o EEG junto com os demais exames previstos no PCMSO, para o colaborador fazer tudo com o menor número de deslocamentos possível. O resultado é analisado pelo médico do trabalho e integrado ao ASO. Veja a relação completa de exames complementares disponíveis.