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Retificação de eventos do eSocial: corrigir o passado sem criar novos erros

Exame lançado com o tipo errado, agente nocivo esquecido, CAT com horário trocado: erros no eSocial acontecem. A MT2 analisa o que foi enviado, define o caminho certo de correção e evita que o problema volte.

Quando um evento de SST precisa ser retificado

A retificação é o procedimento usado para corrigir um evento já aceito pelo eSocial que foi enviado com informação errada ou incompleta. Ela é necessária sempre que um dado de saúde e segurança não corresponde à realidade, seja no S-2210, no S-2220, no S-2221 ou no S-2240. Em alguns casos, em vez de retificar, é preciso excluir o evento e enviar de novo, conforme as regras do leiaute vigente.

Quem mais procura esse serviço são empresas que trocaram de clínica ou de contabilidade, receberam uma notificação ou perceberam incoerências na hora de emitir um PPP.

Uma situação típica: o ex-colaborador pede o PPP para dar entrada na aposentadoria, e o RH percebe que o S-2240 dele nunca informou o ruído do setor onde trabalhou por anos. Ou a contabilidade avisa que há exames repetidos no mesmo mês. Nesses momentos, a vontade é corrigir rápido, mas uma retificação feita sem análise pode criar um erro novo em cima do antigo. Por isso o trabalho começa entendendo o histórico completo.

Retificar, excluir ou enviar um novo evento?

A escolha depende do tipo de erro. O leiaute define quais campos podem ser alterados por retificação e quais exigem outro caminho.

SituaçãoCaminho mais comum
Dado errado em campo que o leiaute permite alterar, como descrição ou código de exameRetificação, informando o número do recibo do evento original
Evento enviado para o trabalhador errado ou em duplicidadeExclusão do evento e, se for o caso, novo envio correto
Campo-chave errado, que não admite retificaçãoExclusão e envio de um novo evento
Condição de trabalho que mudou depois do envioNão é retificação: envia-se um novo S-2240 com a data da mudança

Erro comum: usar a retificação para registrar uma mudança real. Se o colaborador mudou de setor em março, o evento de janeiro estava certo para janeiro. O certo é enviar um novo evento a partir de março, e não alterar o antigo.

Erros que mais aparecem

  • Exame periódico informado como admissional, ou o contrário
  • Exame complementar previsto no PCMSO faltando no S-2220
  • Agente nocivo informado sem base em laudo, ou ausente quando o laudo aponta exposição
  • EPI indicado como eficaz sem registro de entrega
  • CAT com data, hora ou parte do corpo atingida trocados
  • Eventos de SST de um trabalhador que já tinha sido desligado

Nosso caminho de correção

  1. Levantamento do que foi enviado

    Reunimos recibos e o histórico dos eventos. Sem isso, não há como saber o que precisa ser corrigido.

  2. Comparação com os documentos de origem

    Conferimos ASOs, laudos, fichas de EPI e CATs. O documento de origem é a referência, não o evento.

  3. Correção da causa

    Se o problema vem de um cadastro de função ou de um PCMSO desatualizado, ajustamos primeiro, para o erro não se repetir.

  4. Retificação ou exclusão

    Aplicamos o procedimento certo para cada evento, na ordem que evita rejeições em cadeia.

  5. Registro do que mudou

    Você recebe a relação dos eventos corrigidos e o motivo de cada ajuste.

Por que vale corrigir

Os eventos de SST alimentam o PPP eletrônico e são cruzados entre si. Um S-2240 que informa ruído sem audiometria no S-2220, por exemplo, levanta dúvidas sobre o cuidado com o trabalhador. Dados corretos protegem a empresa e garantem ao colaborador um histórico fiel.

Também vale pensar no futuro. Um erro de cadastro que hoje afeta poucos eventos tende a se multiplicar a cada mês, porque o sistema repete o dado errado em cada novo envio. Quanto antes a causa for corrigida, menor o volume de retificações e menor o risco de alguém precisar reconstruir anos de histórico às pressas.

A MT2 na correção dos seus eventos

Fazemos o diagnóstico, corrigimos a origem do erro e cuidamos das retificações e exclusões necessárias, deixando tudo documentado. Depois, se quiser, seguimos com o envio mensal para manter os eventos em ordem. Chame no WhatsApp e conte o que você encontrou de errado.

Dúvidas

Perguntas frequentes

Troquei de clínica e descobri erros antigos. Quem corrige?

A responsabilidade pelos eventos é da empresa, independentemente de quem os enviou. O novo prestador pode fazer a correção desde que tenha acesso aos recibos e aos documentos de origem, como ASOs e laudos da época.

Retificar um evento antigo chama atenção da fiscalização?

Corrigir uma informação errada é o comportamento esperado de quem cuida dos próprios dados. O que costuma gerar problema é manter informação incoerente. Mesmo assim, cada correção deve ser bem fundamentada e documentada.

Dá para corrigir tudo de uma vez?

Às vezes, sim, mas nem sempre é o melhor caminho. Quando há muitos eventos com o mesmo erro, primeiro ajustamos a causa, como um cadastro de função errado, e depois corrigimos os eventos em ordem, para não gerar novas rejeições.

Pronto para colocar a saúde ocupacional em dia?

Mande uma mensagem com o número de colaboradores e as funções. A gente indica o caminho.

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